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31/7/2012 10:37

Cólicas, refluxo e anemia podem estar associados à intolerância ao leite materno

Imunidade, ganho de peso e melhora no sistema digestivo. Esses são alguns dos muitos benefícios que ganham os bebês que se alimentam apenas do leite materno. Porém, em alguns casos, a criança pode apresentar reações alérgicas ao leite, tendo sintomas parecidos com os de intolerância à lactose.

Segundo a pediatra Cylmara Gargalak Aziz Silveira, do Hospital e Maternidade São Luiz, a alimentação da mãe é um fator predominante para a saúde do bebê. “Muitas vezes acreditando em mitos, as mulheres consomem alimentos derivados do leite em doses exageradas, pensando que assim produzirão mais leite para a amamentação. Mas os componentes do leite de vaca acabam passando para a criança, por vezes resultando em casos alérgicos”, alerta. Algumas vezes, entretanto, o problema pode ser hereditário.

A pediatra explica, ainda, que intolerância e alergia são patologias distintas. A alergia é o primeiro sinal da intolerância e seus sintomas variam entre cólicas, refluxo, azia e colite (presença de sangue nas fezes), podendo levar a criança a um quadro de anemia. Se não for tratada, a criança não desenvolve sensibilidade às proteínas do leite, gerando a intolerância, que bloqueia a aceitação da glicose do leite pelo organismo.

O tratamento é feito por meio de uma dieta imposta à mãe. “Principalmente as mães que consomem alimentos muito gordurosos precisam dessa intervenção. Cortamos todos os derivados e produtos de padaria que possam conter leite em sua composição. Tudo o que a mãe come passa para o leite, que acaba ficando carregado de gorduras, acarretando em cólicas e problemas intestinais para os bebês”, conta a Dra. Cylmara.

Se não forem obtidos resultados após a dieta alimentar da mãe, que pode chegar a até nove meses de restrições, o pediatra pode intervir indicando um leite hipoalergênico. “A mulher deve saber que enquanto está gravida ou amamentando não precisa cortar nada da sua alimentação, apenas moderar. O ideal é se hidratar muito bem e ter uma dieta equilibrada, com peixes, frutas, legumes, carboidratos em geral e ovo cozido, que contém Colina, nutriente do complexo B de vitaminas que ajuda nos impulsos nervosos do cérebro”, finaliza a Dra. Cylmara.

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