26 Maio, 2008
Grandes obras e obras de comunicação
Os grandes projetos de comunicação – planejados, articulados e executados por equipes altamente capacitadas, com o envolvimento direto da alta administração – são uma realidade em organizações de todo o mundo. Informações em tempo real e, portanto, sujeitas à volatilidade, grande oferta de canais, mercados em ebulição, regras rígidas de governança e stakeholders atentos compõem um cenário já bem conhecido em que (saber) comunicar é tão importante quanto produzir ou vender.
No Brasil lançado à economia global, detentor do investment grade, há um PAC em andamento, um governo bem avaliado e orçamento disponível, o que significa oportunidades de obras. Junto com elas -- e na maior parte das vezes em posição antagônica -- caminha a agenda ambiental com seus temas que mobilizam a opinião pública mundial.
Comunicar as grandes obras nesses ambientes requer um conhecimento e um ferramental que ainda estão por ser mais detalhadamente estudados e explorados pelos profissionais de comunicação. Mais do que as ações clássicas, está na estrutura dedicada à comunicação o caminho mais fácil para gerar oportunidades e antever crises que acompanham os grandes empreendimentos.
Um comitê de comunicação, representativo de todos os grupos envolvidos, que inclua membros da direção e com agenda definida deve ser formado, assim como os grupos de gestão e prevenção de crises. É essencial, também, o suporte jurídico à comunicação para um profundo entendimento das legislações ambientais vigentes nas esferas estadual e federal, não se excluindo, claro, todo o arcabouço legal relativo ao projeto. Alinhamento com a comunicação dos fornecedores, dos governos e mesmo com a de ONGs são outros pontos-chave de sucesso. Fundamentalmente, a capilaridade com a qual se chega às comunidades é a linha-mestra do trabalho, porque residem nelas as maiores fontes de ruídos. Por mais necessária que seja uma obra, a legitimidade encerrada nos direitos de uma única família atingida por um projeto pode arranhar indelevelmente uma grande obra.
Grandes obras exigem muita disposição, investimento e tempo. E uma grande obra de comunicação.
# postado por Imagem Corporativa @ 09:47
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19 Maio, 2008
IC Crisis Index mostra que problemas do setor aéreo diminuíram no início de 2008
O IC Crisis Index -- levantamento realizado por Imagem Corporativa que mapeia as crises de empresas publicadas nos jornais mais influentes do País – identificou que houve redução de 50% dos incidentes e acidentes do setor aéreo nos quatro primeiros meses de 2008, em relação ao ano passado.
Em 2007, o setor foi foco da mídia com greve de controladores de vôo, choques entre governo e aeronáutica, indefinições regulatórias, além de incessantes atrasos e cancelamentos.
No primeiro quadrimestre de 2007, antes ainda do acidente em Congonhas em 17 de julho, 22% das crises corporativas estavam relacionadas à aviação. O percentual caiu pela metade no mesmo período de 2008, ficando em 11%.
Mesmo que o setor aéreo ainda precise ser remodelado, o cenário evoluiu. Tanto na postura do governo quanto na posição das empresas, o que contribuiu para a queda do percentual de crises. Houve medidas operacionais e até mesmo troca de comando de pessoas-chave na condução do setor. Além disso, as companhias estão investindo em comunicação e na preparação de porta-vozes, e adotando posicionamento mais aberto perante a imprensa e a opinião pública.
Apesar de a área continuar liderando o ranking das crises durante os quatro primeiros meses de 2008, a diminuição do percentual aproxima-se de outros setores que se destacaram no levantamento, como o de energia, por exemplo, que chegou a 10% das crises mapeadas, seguido por Petróleo e Gás, com 8%.
# postado por Imagem Corporativa @ 10:09
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07 Maio, 2008
As novas regras da mídia
Recentemente o blog Mediashift (http://www.pbs.org/mediashift/), mantido pelo jornalista Mark Glaser, publicou um artigo sobre as novas regras da mídia. Com o avanço inevitável da internet, há uma série de fatores que antes não estavam no cenário, mas que agora precisam ser considerados. Glaser é um jornalista free-lance que já escreveu sobre música, videogames, turismo e foi redator de colunas de humor, além de ser um “pensador” do jornalismo no mundo de hoje.
Segundo ele, as novas regras da mídia são as seguintes:
1. A platéia sabe mais do que o jornalista (o noticiário agora é uma conversa, e não uma palestra) – as mídias on-line permitem a interação em tempo real entre jornalista e leitores. Numa entrevista ao vivo, por exemplo, os telespectadores podem enviar comentários preciosos sobre o entrevistado, inclusive com informações que o entrevistador não possuía. É até natural que ao entrevistar um diretor de obras de uma empreiteira, por exemplo, o jornalista tenha menos informações técnicas do que um engenheiro.
2. As pessoas controlam suas experiências midiáticas – as pessoas não mais programam suas vidas em torno de seus programas favoritos de TV: agora elas os gravam para assisti-los depois. E por que comprar CDs ou ouvir rádio quando há possibilidade de baixar músicas e podcasts sobre assuntos variados?
3. Qualquer um pode ser um criador ou editor de mídias – entre filmar em evento pelo celular e colocá-lo on-line, à disposição de milhões de pessoas, passam-se apenas minutos. Qualquer um pode criar ou editar seu próprio material – obviamente, isso ainda exige certo conhecimento técnico, e a concorrência é cada vez maior.
4. Ou a mídia tradicional evolui, ou vai morrer – este tem sido um mantra no Silicon Valley: “Evolua ou morra”, em função da velocidade da inovação e das mudanças no negócio de tecnologia. Agora, a mídia tradicional deve aprender a viver pela mesma regra.
5. Ainda que censurem, a matéria sai de qualquer jeito – governos ditatoriais têm tentado bloquear websites que os desagradem, mas os internautas sempre encontram um meio de burlar a censura. Recentemente, o bloqueio ao YouTube imposto pelo governo chinês, em função de vídeos que mostravam conflitos no Tibete, foi contornado apenas utilizando o cache do Google, páginas que o site coloca em seu próprio servidor para que sejam visualizadas a partir dele. Além disso, websites de fora do país bloqueado podem continuar acessíveis, e é impossível controlar a disseminação de mídia na web.
6. Jornalistas profissionais e amadores devem trabalhar em conjunto – no início houve uma certa antipatia entre os primeiros blogueiros, que viam a mídia tradicional como algo a ser reposto, e jornalistas, que desclassificavam os blogueiros. Hoje, há mais jornalistas blogando do que nunca, e blogs independentes têm até mesmo contratado jornalistas. Não há, no fundo, razão para que esses dois lados atuem separadamente.
7. Jornalistas precisam ser multi-plataformas – não adianta ser um jornalista de TV ou rádio, um repórter de jornal ou um fotógrafo nos dias de hoje. É preciso ser tudo ao mesmo tempo. Também é necessário que cada jornalista aprenda a gerenciar seu próprio negócio – seja um free-lance, monte sua webpage, crie suas próprias mídias.
Para conferir o artigo completo, clique aqui.
# postado por Imagem Corporativa @ 10:30
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