17 Junho, 2008

Nova lei amplia transparência das empresas

A nova lei das sociedades anônimas, em vigor este ano, trouxe novidades na relação das empresas com o mercado, trazendo mais transparência tanto para o público nacional quanto o internacional. A adaptação das empresas ao novo cenário torna-se um desafio de comunicação, uma vez que falhas no planejamento das divulgações podem causar danos à reputação das corporações.

Uma das novas regras consiste na divulgação obrigatória de divulgação de balanços financeiros por sociedades limitadas com patrimônio superior a R$ 240 milhões ou receita anual superior a R$ 300 milhões. Para as empresas que já estavam habituadas a divulgar seus resultados, isto passa a ser uma obrigação. Já para aquelas que não tinham o hábito da transparência, urge a criação de uma nova cultura de comunicação externa e interna.

Para as sociedades anônimas, a lei estabeleceu novos critérios para cálculo dos ativos e passivos da companhia, que permitem a harmonização dos balanços nacionais com as regras contábeis internacionais. Também nestes casos, falha no planejamento da divulgação pode gerar ruídos não só no mercado, mas entre os diversos públicos de contato, cuja percepção da situação financeira da companhia corre o risco de ser distorcida.

Em todos os casos, o caminho passa pelo estabelecimento de interfaces entre a área de relações com investidores e a comunicação. Levantamento realizado pela consultoria Firb aponta que a maioria das companhias abertas no Brasil estabelece apenas trocas informais de informações entre as áreas. O desafio é evoluir as sinergias por meio de processos estáveis e consolidados.

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04 Junho, 2008

Na China, como os chineses

A China tem o desafio de crescer de forma permanente (como faz há 20 anos) para atender às expectativas e necessidades de seus 1,3 bilhão de habitantes, enquanto o visitante estrangeiro que chega ao país pela primeira vez tem o desafio de tentar entender como esse mecanismo de crescimento funciona e é exercitado.

No meu caminho do aeroporto para o hotel em Shanghai se misturam carros de luxo e milhares de bicicletas. No sofisticado distrito de Xitiandi, há escritórios de companhias globais poderosas, restaurantes de cozinha “fusion”, café na Starbucks a preços de São Paulo e modernos edifícios de padrão ocidental, tudo isso a poucos quarteirões de casas pobres e cortiços que mais cedo mais tarde serão derrubados para dar lugar a outros modernos edifícios de padrão ocidental.

Esse cenário é uma fração daquilo que o governo local costuma chamar de “harmonia”. Trata-se de um conceito que pretende reafirmar o compromisso com o avanço da sociedade chinesa e uma gradual melhoria de vida para um contingente cada vez maior de pessoas, uma espécie de roupagem moderna do papel de “Pai do Povo” desempenhado durante décadas pelo líder Mao Tsé Tung até sua morte, que foi seguida por um imediato processo transformador de abertura econômica de um lado e continuidade política de outro -- mantendo intocado o comando do Partido Comunista.

Os números chineses sempre impressionam, em qualquer direção para a qual se olhe.

Hoje quarta economia do mundo (atrás de Estados Unidos, Japão e Alemanha) a China vai se tornar, até 2030, a primeira do ranking, segundo todos os prognósticos. Seu nível de reservas cambiais já ultrapassou a estratosférica fronteira de US$ 1 trilhão (cinco vezes mais que o nível recorde de reservas cambiais do Brasil que hoje se situa em torno dos US$ 200 bilhões). O país é o segundo maior produtor e consumidor de energia do mundo e já se tornou um dos maiores mercados mundiais em consumo de produtos de luxo (cresce 12% ao ano nesse segmento e em 2015 estará no topo da lista dos consumidores de itens de grife). 

 “A China foi muito explorada e maltratada por países ocidentais e pelo Japão durante um largo período de tempo. Agora está numa posição privilegiada e tem orgulho disso”, me diz o diretor de um escritório de multinacional em Shanghai. “Mas há muito folclore em tudo o que se diz sobre o país”, acrescenta. E exemplifica: “Muitos temem que o crescimento econômico da China se transforme em aumento de poderio militar e consequente ameaça ao Ocidente. A China tem muito para cuidar do ponto de vista interno. Está cercada por países em que não confia plenamente ou com quem já teve problemas anteriores, como Japão, Rússia, Índia e Coréia do Sul, possui uma população enorme e precisa promover crescimento econômico para evitar tensões sociais. A última coisa que a China quer é entrar em algum conflito”.   

Mas afinal de contas, o que vai na cabeça dessa população enorme que participa de um processo inédito de expansão econômica? É o que tentam responder Zhang Haihua e Geoff Baker, dois especialistas nos assuntos do país e que lançam agora em junho o livro “Think Like Chinese”. Uma dica básica, segundo eles: “diga a um chinês apenas 1/3 do que você está pensando”. No Ocidente, explicam eles, é comum a idéia de adotar objetividade logo em uma primeira conversa ou negociação, deixar bem claro um posicionamento ou uma idéia. Esse não é um hábito chinês, explicam os autores.

# postado por Imagem Corporativa @ 10:00
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02 Junho, 2008

Google sofre pressão das TVs, mas contra-ataca

As novas formas da mídia que a internet proporciona, incluindo a criação e distribuição de conteúdo pelos próprios usuários, têm provocado alterações profundas no mercado das comunicações e mesmo levado a disputas jurídicas.  Em março de 2007 a Viacom, companhia produtora de mídia que detém, entre outras empresas, a MTV, Paramount Pictures e Dreamworks, abriu um processo contra o Google pela violação de direitos autorais de conteúdo no web site YouTube, adquirido pelo site de busca em 2006.

A Viacom pede US$1 bilhão pelo uso indevido de aproximadamente 160 mil vídeos, que somam 1,5 bilhões de visualizações. O caso levantou uma forte discussão sobre direitos autorais e produção de conteúdo na internet que ainda está longe de terminar.

No processo, o Google alega que o “YouTube vai além de sua obrigação legal em auxiliar os donos de conteúdo a proteger esse material (...) O processo é uma ameaça à liberdade na web”, e ainda que "certamente nós não vamos deixar que este processo se torne um problema para o crescimento contínuo e a forte performance do YouTube”.

O curioso é que, em maio de 2008, os criadores do YouTube, Steven Chen e Chad Hurley, comentaram em uma entrevista que, apesar da popularidade, o website gera muito pouco lucro. O presidente da Google, Eric Schmidt, afirma que a intenção da companhia é manter o site de vídeos pela quantidade de usuários e ainda estuda uma forma de lucrar com o YouTube.

Uma das formas encontradas até agora foi uma parceria com a Panasonic para o lançamento de uma televisão de alta definição com acesso à internet – o controle remoto do aparelho teria uma tecla que levaria direto ao YouTube.

Uma eventual joint-venture com a Panasonic deve ser vista muito além de uma simples ação de marketing; ela representaria uma resposta ao processo da Viacom e a todas às geradoras de conteúdo tradicionais, e sinalizaria uma disposição do Google em concorrer diretamente com as gigantes produtoras de televisão. Se essa tendência de fato se confirmar, pode ser o início de uma nova revolução tecnológica e comportamental que forçaria uma mudança radical na maneira que as empresas do setor operam hoje em dia.

Para saber mais, acesse as páginas indicadas abaixo:

Processo da Viacom contra o YouTube

Parceria do YouTube com a Panasonic

# postado por Imagem Corporativa @ 17:12
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