30 Abril, 2009

Crise ainda está no início

 
O pior já passou? De acordo com o colunista Martin Wolf, do Financial Times, há sinais de que a taxa de declínio econômico está desacelerando, mas ainda é muito cedo para dizer que isto significa uma tendência certa de recuperação. Ele argumenta que dados da Organização Econômica para Cooperação e Desenvolvimento (OECD) mostram que esta é a mais profunda recessão em décadas, e lembra que foi necessário que os três mais importantes bancos centrais do mundo (Fed, Bank of Japan e Bank of England) adotassem políticas heterodoxas, baixando a taxa de juros a níveis próximos a zero.
 
Para Wolf, existe o risco de medidas como esta darem uma aparência de normalidade ao mercado em um momento em que a economia ainda não tiver se recuperado. “O sistema financeiro está ainda longe de ser saudável, a desalavancagem do setor privado em países altamente endividados ainda não começou, o necessário reequilíbrio da demanda global mal teve início e, por essas razões, uma volta a um crescimento sustentável e liderado pela iniciativa privada provavelmente permanece para um futuro ainda distante”, pondera.

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28 Abril, 2009

Recuperação e crise no setor automotivo

A queda na demanda por automóveis tem sido um dos principais sinais do aprofundamento da crise financeira, afetando exportações e gerando a eliminação de postos de trabalho. E seus efeitos são sentidos em diversas partes do mundo.
 
EUA - Em seus resultados do primeiro trimestre de 2009, a Ford, única montadora de Detroit que não recebeu ajuda financeira do governo, mostrou que pode estar no caminho da recuperação. A empresa contabilizou um prejuízo de US$ 1,4 bilhão entre janeiro e março, e informou dispor de reservas de US$ 21,3 bilhões no final do período – uma situação bem mais confortável que os US$ 7,2 bilhões disponíveis no quarto trimestre de 2008. Segundo o The New York Times, a empresa registrou perdas de US$ 637 milhões na América do Norte, mas mesmo assim conseguiu manter seus investimentos no desenvolvimento de novos produtos. Já a Chrysler assiste à aproximação do prazo dado pelo governo para que a montadora apresente um plano de negócios viável que tenha o apoio de investidores, trabalhadores e da Fiat (que pretende adquirir uma fatia do controle acionário da companhia norte-americana). O The New York Times lembrou hoje que Washington concordou em injetar mais US$ 6 bilhões na empresa, em complemento aos US$ 4 bilhões cedidos em empréstimos, se a Chrysler conseguir estabelecer um modelo de recuperação até 30 de abril.
 
México - O setor maquilador de autopeças acendeu, segundo o El Diario, o “alerta vermelho”. De acordo com o jornal, as dificuldades enfrentadas pelas montadoras norte-americanas antecipam problemas para o setor. A redução na produção de veículos, a dispensa de funcionários e o fechamento de unidades industriais são alguns dos cenários que deverão se seguir à eventual quebra de uma das grandes companhias dos EUA (essencialmente GM e Chrysler).
 
Rússia - A produção de veículos caiu 30% no primeiro trimestre, em comparação com o mesmo período de 2008. De acordo com o diáiro Kommersant, o segmento de caminhões foi o mais afetado, com um declínio de 75%.
 
Romênia - Também no Leste Europeu a produção e venda de veículos foi afetada pela crise. De acordo com a revista romena Diplomat, a produção de carros despencou 62% - o que levou montadoras como a Dacia-Renault (principal empresa do setor no país, que produz os modelos Logan e Sandero) a dispensar 920 funcionários temporários e reduzir sua produção diária para 1.200 unidades. A matéria lembra que a indústria automotiva romena emprega cerca de 600 mil pessoas, e responde por 8,5% do PIB do país.
 
Japão - A Toyota anunciou que irá cortar os bônus pagos aos seus gerentes em 60% este ano – decisão que, segundo o jornal The Asahi Shimbum, afetará nove mil funcionários. A montadora, que já afirmou que não irá pagar bônus aos integrantes de seu conselho de administração, está colocando em curso um plano de redução de despesas fixas em 10%, ou ¥ 500 bilhões (US$ 5,1 bilhões).

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27 Abril, 2009

Redes sociais na internet atraem usuários mais maduros

Não são só adolescentes e jovens adultos que fazem uso frequente das redes sociais como Facebook e Orkut. Levantamento feito pela AdweekMedia aponta que um público mais maduro, “de meia idade”, possui e atualiza perfis nestas ferramentas.     
A pesquisa americana mostra que 41% dos internautas entre 45 e 54 anos usam Facebook e MySpace e 10% possuem conta no Twitter. Na faixa etária de 25 a 44 anos, 47% têm perfil nas redes e 17% postam no Twitter. Os adultos entre 18 e 34 são os mais presentes no Facebook e MySpace (74%), enquanto 24% daqueles acima de 55 anos declaram estar presentes nos canais de relacionamento. 
 
No Brasil, cerca de 17% dos usuários do Orkut têm mais de 30 anos e 54,4% têm até 25 anos.
 
A adesão de uma maior variedade de usuários em redes sociais só reforça sua relevância para as empresas e a necessidade da elaboração de um plano estratégico de comunicação digital. A mídia social é uma importante ferramenta atual para a construção e manutenção da reputação de companhias, marcas e produtos na internet. Mais que isso: pode ser uma interessante fonte de informações para novos negócios e oportunidades. Saiba mais sobre o trabalho da IC Digital, aqui.
 

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24 Abril, 2009

Imagem Corporativa também no Twitter: @ICdigital

 

A Imagem Corporativa agora conta com um perfil no Twitter: http://twitter.com/ICdigital. A ferramenta será atualizada pelo núcleo IC Digital, braço da agência que atua de forma transversal, identificando soluções digitais de comunicação corporativa.
 
Por meio do Twitter a equipe da agência vai postar notas sobre o mercado de comunicação e mídias sociais, índices setoriais exclusivos, informações suas atividades, cobertura de eventos, links para atualizações neste blog, entre outros conteúdos e pesquisas.
 
Siga a Imagem Corporativa no Twitter! http://twitter.com/ICdigital
 
 

 

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08 Abril, 2009

Aumenta desemprego nos EUA

Terminada a reunião de cúpula do G20, ficam os problemas gerados pela crise financeira. Dados oficiais do governo dos EUA indicam que 663 mil pessoas perderam seus empregos em março, elevando a taxa de desemprego a 8,5% - a maior desde 1983. De acordo com a Reuters, o Departamento do Trabalho também revisou as estatísticas de janeiro, que passaram a mostrar a perda de 741 mil postos de trabalho – o maior declínio desde outubro de 1949.
 
Eco dos anos 90
A deterioração da confiança do empresariado japonês já levanta o fantasma do excesso de capacidade produtiva e de pessoal na imprensa do país. O Asahi Shimbum notou que esses sinais reforçam a sensação de que se está entrando em uma nova “década perdida”, semelhante ao período que se seguiu ao colapso dos anos 90.
De acordo com o jornal, o banco central do Japão anunciou nesta semana que o índice de confiança de março caiu 34 posições, chegando a 58 pontos negativos – superando assim a situação registrada em dezembro de 1998, quando atingiu 51 pontos negativos.

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03 Abril, 2009

O perigo do protecionismo

O aumento do protecionismo ao redor do mundo é hoje uma séria ameaça ao comércio internacional, podendo inclusive dificultar o processo de recuperação diante da crise financeira. A avaliação foi feita na semana passada pela Organização Mundial do Comércio (OMC), que divulgou um relatório sobre o assunto mostrando como os países estão reagindo às turbulências no mercado global.
De acordo com o Financial Times, o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, pediu aos governos que evitem a adoção de políticas protecionistas – antecipando assim o tom de sua participação no encontro do G20, que acontece na próxima semana em Londres.
O relatório identificou medidas protecionistas recentes verificadas entre os 153 integrantes da OMC, listou as maiores tarifas comerciais e barreiras não-tarifárias praticadas atualmente e notou que vários países oferecem subsídios às suas empresas. Tais ações, segundo o texto, poderão “criar um legado de indústrias não-competitivas e sobrecapacidade setorial que continurão a gerar pressões protecionistas, mesmo após a atividade econômica ter retomado seu fôlego”.
 
Otimismo na Índia...
Confiante de que poderá enfrentar os efeitos da crise financeira mundial, o governo de Nova Délhi afirmou na semana passada que a Índia tem condições de superar a projeção de crescimento para este ano feita pelo FMI, de 5,1%. De acordo com o The Economic Times of India, o secretário do gabinete de governo, K.M. Chandrasekhar, declarou que já se detectam sinais positivos nos setores de cimento, aço e bens de capital. Já o secretário de Assuntos Econômicos do país, Ashok Chawla, afirmou que o banco central indiano continuará tomando medidas para retomar o crescimento econômico – reduzindo as taxas de juros, por exemplo.
Esse otimismo contrasta com a análise feita hoje pela Reuters. A agência cita declarações do chairman da Comissão de Planejamento do governo, Montek Singh Ahluwalia, segundo o qual 2009 será “significativamente pior que 2008”. Este cenário seria resultado, segundo o texto, do desaquecimento econômico do país e das incertezas que cercam as próximas eleições gerais, que serão realizadas entre abril e maio.
 
...e reformas na China
O enfrentamento aos efeitos da crise financeira mundial fará o governo da China voltar sua atenção em quatro áreas-chave neste ano. A afirmação foi feita pelo titular da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, Peng Sen, segundo o qual o foco de Pequim recairá sobre o avanço das reformas que permitam o aumento da demanda doméstica; a aceleração de medidas que reestruturem a economia do país; a inovação instititucional; e a adoção de iniciativas de longo prazo em campos como a agricultura, e os sistemas tributário e financeiro.
De acordo com a agência Xinhua, Peng Sen afirmou ainda que serão realizadas reformas na política de preços, de forma a aumentar o papel das forças de mercado na economia chinesa.

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02 Abril, 2009

A chave da recuperação econômica

 
A adoção de medidas que protejam os trabalhadores das oscilações trazidas ao mercado pela crise financeira é a chave para o enfrentamento das turbulências globais no Chile. A avaliação foi feita pelo presidente do banco central do país, José de Gregorio, que qualificou a questão como “o coração da crise”.
Segundo o Diario Financiero, de Gregorio afirmou na semana passada que o Chile sairá “mais facilmente da crise” se puder conter o desemprego – para o que pediu o esforço de toda a sociedade. O presidente do BC também disse que a autoridade monetária chilena prosseguirá com a atual política de corte de juros, atualmente em 2,5%.

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01 Abril, 2009

Casa branca anuncia resgate a montadoras

O governo dos EUA anunciou que deverá divulgar em breve um pacote de ajuda às montadoras – que terá como contrapartida a reestruturação das companhias em dificuldades. De acordo com a Reuters, o presidente Barack Obama afirmou na quinta (26) estar ciente de que a concessão de auxílio às companhias do setor automotivo não é uma medida popular, e ressaltou que não será injetado “dinheiro do contribuinte” nas empresas que não se reestruturarem.
Este processo parece já ter começado. O The Washington Post noticiou semana passada que a GM anunciou que 7.500 de seus funcionários sindicalizados à United Auto Workers (UAW) aceitaram participar do plano de demissões voluntárias da montadora; a maioria deixará a empresa até a próxima quarta-feira.
A imprensa do Japão levantou hoje dúvidas a respeito do papel que a montadora Toyota poderá ter no resgate das norte-americanas GM e Chrysler. De acordo com o The Japan Times, especula-se que a empresa japonesa poderá ajudar seus rivais para evitar ser afetada pelos efeitos negativos que suas eventuais falências poderiam ter sobre o mercado norte-americano, os fornecedores de autopeças e a política comercial dos EUA. Afinal, o país é o maior mercado das montadoras japonesas – e o colapso da GM e da Chrysler poderia representar um golpe considerável sobre suas exportações.

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