"A internet é apenas como se o mundo estivesse passando notas dentro de uma sala de aula"

-Jon Steward Imagem Corporativa: 04/01/2006 - 05/01/2006
        

28 Abril, 2006

 

As comunicações rumo à convergência total

Convergência deixou de ser apenas uma palavra da moda para se tornar realidade, principalmente depois que a internet passou a ser uma rede mundial disponível para quase dois bilhões de pessoas. Uma das consequência diretas da expansão mundial dessa rede foi o domínio de fato do protocolo IP (Internet Protocol) em todo planeta.

O mundo vive a revolução do IP. E essa tecnologia está transformando o universo das comunicações, possibilitando a convergência de todas as formas de comunicação existentes, fixas, móveis, por fio, sem fio, de voz, de dados e de imagens.

Não são poucos os desafios para tornar o Subsistema de Multimídia com protocolo IP (IMS em inglês) realidade plena. Entre tantos aspectos a serem resolvidos está a fixação de padrões mundiais, que assegurem a interoperabilidade.

Outra ponto fundamental é o impacto do IMS sobre modelos de negócios e as questões regulatórias. Desta forma, o mundo terá que evoluir rapidamente para novos conceitos de licença, autorização e concessão de serviços.

O Brasil chegará mais depressa do que se imagina ao conceito de licença única, em que uma operadora passa a prestar não apenas serviços de telefonia fixa, mas também de distribuidora de conteúdos – voz, dados, imagens, serviços de valor adicionado etc. -, inclusive de radiofusão (rádio e TV).

Em resumo: em um horizonte de três a cinco anos, especialistas do setor afirmam que será possível utilizar um sucessor do celular, que poderá conectar-se com qualquer outro serviço ou equipamento, em qualquer lugar e a qualquer hora. É o mundo ideal.

Texto baseado em matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo, edição de 23 de abril.


27 Abril, 2006

 

Monitoramento de riscos

Allan Greenspan, o respeitado ex-presidente do Federal Reserve, costuma dizer que a reputação é um ativo crescentemente importante e pré-requisito para o sucesso dos negócios. “A reputação é hoje um aspecto capaz de diferenciar uma empresa e valorizá-la”, resume.

A mesma Ernst & Young tem outro estudo elaborado a partir das percepções de 400 líderes empresariais de organizações globais, incluindo CEOs, CFOs e os chamados “Chief Risk Officers”. Dois terços dos entrevistados acreditam que os riscos empresariais cresceram significativamente nos últimos dois/três anos. 42% acreditam que existem brechas no monitoramento de riscos de suas organizações e que as empresas parecem não conseguir cobrir todo o leque de vulnerabilidades possíveis. Quatro em cada dez empresas não têm processos formais de alinhamento de monitoramento de riscos com a estratégia corporativa, segundo o estudo.

Na mesma linha, outro levantamento, este do Reputation Institute e da Harris Interractive, sugere que as empresas devem monitorar mais as informações informais e boatos sobre si mesmas, o que inclui um acompanhamento atento de blogs e outros conteúdos de internet como comunidades virtuais.


25 Abril, 2006

 

A "blogmania" continua crescendo no mundo

Pesquisa feita pela Technorati mostra que os blogs continuam aumentando a uma velocidade impressionante. A empresa estima que existam hoje no mundo cerca de 35,3 milhões de blogs e a taxa de crescimento de novos blogs duplica a cada seis meses.

A blogosfera é hoje 60 vezes maior do que era 3 anos atrás. E os novos blogs continuam crescendo. Estima-se que diariamente cerca de 75 mil blogs sejam criados, o que, em média, quer dizer que a cada segundo um novo blog está on-line. Hoje, 19,4 milhões de usuários mantém atualizados seus blogs depois de 3 meses de lançamento. Apenas na semana passsada, 3,9 milhões de pessoas postaram novas mensagens.

Outro indicador do rápido crescimento da blogmania é a quantidade de postagens diárias que já batem na casa dos 1,2 milhões ou 50 mil postagens por hora. Os posts passam por vários temas: corporativos, pessoais, de eventos, de tribos etc.

É difícil prever onde a blogmania vai parar e quais consequências pode trazer para o mundo corporativo. O que não se pode negar é o fato da onda virtual já fazer parte do dia-a-dia, da cultura e do jeito de ser do século XXI.


24 Abril, 2006

 

Blogs ainda são para uma minoria

O aumento da notícias na imprensa sobre blogs ainda não resultou em um aumento de blogueiros e de novos leitores, de acordo com uma nova pesquisa divulgada na Inglaterra.
O estudo do British Market Research Bureau's levou o diretor Trevor Vagg a concluir que os blogs estão recebendo uma cobertura desproporcional ao interesse despertado nos cidadãos.

O conhecimento do tema aumentou drásticamente nos últimos meses na Grã Bretanha - de dezembro a fevereiro 30% dos britânicos não conheciam blogs, a taxa nos meses anteriores era de 45%.Mas apesar disso, não houve nenhuma mudança significativa no número de pessoas que publicam blogs, 2% de usuários britânicos da Internet. E somente 10% - de um total de 2,8 milhões - de usuários vêem um weblog uma vez um mês ou mais por mês.

Para Vagg, esses dados sugerem que há um grande "hype" em torno do assunto e demonstra uma certa dificuldade dos jornalistas em escolher temas que realmente interessem a maioria das pessoas. Mesmo assim, ele pondera que talvez os blogs sejam muito influentes para aqueles que os lêem assiduamente.


18 Abril, 2006

 

Crimes digitais

O acesso à internet e a facilidade de disseminação de informações – certas ou erradas – por meio de blogs e orkut têm preocupado grandes empresas e organizações. Tanto que a gigante IBM encomendou pesquisa para avaliar algo um pouco além: os crimes digitais. O levantamento, divulgado ontem pelo jornal O Estado de S. Paulo, aponta um dado interessante: os chamados hackers estão sendo substituídos por grupos criminosos organizados e com especialização técnica.
O estudo foi feito em 17 países, incluindo o Brasil, e entrevistou mais de três mil executivos de tecnologia. Destacamos alguns pontos que chamaram a atenção na pesquisa. Entre eles a percepção de que 86% das empresas ouvidas no Brasil e 66% do total global afirmam que as ameaças à segurança corporativa estão surgindo dentro das próprias organizações.
A pesquisa também mostrou a preocupação que os executivos brasileiros têm com a reputação e o resultado de suas empresas. Para 80% dos brasileiros a perda de clientes é o custo mais alto, enquanto que este percentual fica em 67% entre os executivos do estudo global.
O dano à imagem aparece em segundo lugar, em relação ao impacto nos negócios, para 77% das empresas ouvidas no Brasil e para 63% no resultado global.
O estudo encomendado pela IBM conclui que para as empresas é fundamental a aplicação da lei no combate aos crimes digitais organizados. Quase todas as empresas no Brasil (90%), em comparação a 67% do total da amostra, acreditam que os legisladores do seu país não estão fazendo o suficiente para ajudar empresas e consumidores a combater o crime digital. Em relação à cooperação com outros governos, 78% dos brasileiros ouvidos também não acreditam que o Brasil esteja fazendo sua parte.


12 Abril, 2006

 

Ouvidorias no mercado segurador

No dia 25 de maio, a Federação Nacional das Seguradoras (Fenaseg) promove o seminário “Ouvidorias no Mercado Segurador – Transparência na relação com Clientes”, no Hotel Marriott, em Copacabana, no Rio de Janeiro. Já estão confirmadas as presenças de Fernando Suarez, Presidente da Comissão de Defesa do Segurado da Mapfre Seguros, que fará a palestra de abertura do evento; do Superintendente da Susep, Renê Garcia; Moacyr Lamha Filho, da Procuradoria Geral da Susep; e de Ricardo Morishita Wada, diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça. Maiores Informações no site www.fenaseg.org.br.


07 Abril, 2006

 

Novos valores vieram para ficar

Está definitivamente encerrada a era em que as empresas buscavam apenas resultados financeiros e de mercado, a qualquer custo. Agora elas são obrigadas a incluir novos valores em sua trajetória competitiva. Essa é a percepção de uma infinidade de líderes empresariais, como Paul Skinner, chairman da gigante anglo-australiana de mineração Rio Tinto, Anne Mulcahy, presidente mundial da Xerox ou Hannah Jones, vice-presidente da Nike.

Como exemplo temos a união de forças de concorrentes como IBM, HP e Dell para criar um código de conduta para sua indústria com o objetivo de promover no setor padrões globais de responsabilidade social corporativa. Nesse sentido, começam a ser incentivados compromissos junto a seus parceiros de negócios via monitoramento de práticas de emprego e condições de trabalho, saúde e segurança, ética e proteção ao meio ambiente.

Já a UPS, empresa líder mundial no segmento de entregas porta-a-porta, está implantando sistema operacional que visa, por meio de novas tecnologias, diminuir em 160 milhões de quilômetros as distâncias percorridas por sua frota. Isso permitirá reduzir em 53 milhões de litros o consumo de combustíveis fósseis e as emissões de CO2 em 130 mil toneladas, tudo isso a partir de 2007. A UPS já usa veículos movidos a hidrogênio.

Conte para nós que revoluções sua empresa está fazendo no meio-ambiente e na sociedade!


 

Por fora bela viola

Mais do que patrocinar projetos sociais e eventos culturais, o consumidor espera que a empresa cumpra seu papel social de gerar empregos. Quem garante é a pesquisa “Consumidores Conscientes: o que pensam e como agem”, em sua segunda edição, realizada pelo Instituto Akatu em conjunto com o instituto Ipsos-Opinion junto a 600 consumidores de SP, Recife e Porto Alegre, todos com grau mais alto de consciência.

Os consumidores confrontam o discurso das empresas com a realidade. E percebem que ainda existem muitas que confundem responsabilidade social com geração de empregos e obediência à legislação trabalhista. E também vêem o consumidor apenas como um elo do negócio que recebe comunicação via publicidade.

É claro que os consumidores gostam de saber que a empresa X investe na área social e a Y investe em meio ambiente. Mas esses players, além de serem impactados pela comunicação das empresas via outros canais, interagem o tempo todo com eles. E aí não tem Balanço Sócio-Ambiental melhor do que um serviço de primeira, um funcionário motivado e ser bem tratado no SAC, principalmente se ele for terceirizado...


06 Abril, 2006

 

Executivos assumem despreparo para lidar com crises

Pesquisa realizada pela Imagem Corporativa em 2005 com 50 executivos de empresas de grande porte mostrou que nenhum deles se sente suficientemente bem preparado para lidar com crises de imagem. Deste grupo, 26,1% sentem-se bem preparados, mas assumiram que precisam se atualizar de forma permanente. A maioria (65,2%) considerou que é capaz de enfrentar algumas situações de crise, mas precisa ampliar seus conhecimentos para detectar e prevenir os riscos. Os 8,7% restantes revelaram estar despreparados e disseram que precisam de treinamento intenso.

Os executivos também responderam que 82% de suas empresas consideram fundamental ou importante ter planos de prevenção e gestão de crise. Somente 18% avaliaram que é razoavelmente importante ou pouco importante ter o mesmo tipo de programa. Apesar disso, para eles, 50% das empresas instaladas no Brasil, sejam multinacionais ou não, estão menos preparadas para situações de risco que as americanas e européias.

A pesquisa foi apresentada durante palestra do Presidente do Institute for Crisis Management, Larry Smith (EUA), que veio a convite da Imagem Corporativa realizar palestras que mostram a comunicação como ferramenta estratégica para a prevenção e o gerencimento de crises.