27 Junho, 2006
Livro aborda blogs corporativos

O livro Blog Corpororativo (Novatec Editora) explora os ganhos e as armadilhas que o uso de blogs pode trazer para empresas e negócios na comunicação interna ou com clientes. O autor Fábio Cipriani é Engenheiro Elétrico pela Universidade de São Paulo, Master of Science in Wireless Systems pelo Politecnico di Torino em Turim, na Itália, pós-graduado em Economia e Gestão de Pequenas e Médias Empresas pela Università degli Studi di Torino, e certificado em Management e Leadership Essentials pela Harvard Business School. Atua como consultor de gestão empresarial nas áreas de relacionamento com clientes e mercado e performance corporativa.
O principal objetivo do livro é ser um guia prático para orientar empresários e gestores de pequenas, médias ou grandes empresas na maneira de planejar e introduzir o uso de blogs na companhia, ativa ou passivamente, com o intuito de aumentar e fortalecer o relacionamento com seus clientes.
Entre os pontos destacados, estão:
• Faça barulho na internet e aumente o valor da sua marca
• Melhore a comunicação interna da sua companhia e otimize os processos
• Aproxime-se mais dos seus clientes e entenda os pontos de vista deles
• Enriqueça o conhecimento dos seus clientes mostrando-se especialista
• Colha opiniões e teste novas idéias de produtos ou serviços
• Insira a sua empresa no mercado global
• Seja transparente e bem valorizado pelo mercado e a imprensa
O primeiro capítulo pode ser lido aqui
16 Junho, 2006
Presidente do HSBC no Brasil cria blog para se comunicar com funcionários
Emilson Alonso, Presidente do HSBC no Brasil, garante que não gosta dessa história de ficar isolado em um pedestal como a maioria dos executivos da mesma categoria. Tanto que resolveu aproveitar a tecnologia para abrir um canal de comunicação direto com os funcionários. No início de abril, ele criou um diário virtual - o Blog do CEO - na intranet (rede interna, de acesso restrito aos trabalhadores de uma empresa) da instituição financeira. Uma vez por semana, Alonso publica um artigo sobre temas ligados ao cotidiano do banco.
E tem recebido críticas, sugestões e elogios dos leitores. "As pessoas só não podem fazer comentários anônimos, porque aí começa um show de variedades", explica. "Mas se o Emilson Alonso escrever 'Essa empresa é ridícula', não tem problema. Garanto que não vai ter retaliação." Também está vetado o uso de palavrões nas respostas aos textos do blog. O resto vale. "Você entra, coloca seu nome e fala o que bem entender."
Parece mentira? Alonso jura que, nos comentários, recebe muitas reclamações - algumas delas duríssimas. Há quem diga que aquilo tudo é bobagem, que a estratégia do banco está toda errada, que o marketing e as campanhas estão equivocados... "Na verdade, sou mais um interlocutor. Às vezes disponho de informações mais amplas e tento esclarecer algum comentário que é feito lá", conta. "Outras vezes não falo nada, deixo passar. O cara tem a opinião pessoal dele e tem toda a liberdade de registrá-la."
Há também sugestões, que o ajudam na tarefa de administrar o banco. "Contribuições são importantes", afirma. Quando saiu no blog um artigo sobre como reduzir custos de maneira inteligente, por exemplo, funcionários indicaram alternativas para economizar. Um deles disse que, no início do ano, o HSBC havia enviado folders e panfletos de campanhas internas para todos os empregados. "Essas notícias poderiam ser postadas na intranet e, com isso, reduzir gastos de papel e impressão", dizia um dos comentários.
Alonso diz que sempre teve o hábito de dialogar. "Visito muito, falo muito com as pessoas", conta. "Obviamente vou aprendendo sobre a organização, os processos, o modo como as coisas funcionam, a percepção das pessoas. E isso acaba alimentando as políticas que a gente faz." Segundo ele, a idéia de aproveitar o mundo virtual como uma forma adicional de contato veio de um modo um tanto inusitado.
No início do ano, Alonso recebeu da filha um convite para entrar no Orkut. Curioso, resolveu criar um perfil no site de relacionamentos do Google. "Aí, vi que lá havia diversas comunidades sobre o HSBC: 'Eu odeio o HSBC', 'Eu amo o HSBC', 'Sou amigo do HSBC', etc", lembra. "Comecei a receber muitos amigos, muita gente do banco." Os funcionários deixavam recados com perguntas, mas, por se tratar de um espaço público, assuntos internos não podiam ser respondidos ali. "As pessoas queriam conversar comigo e parecia que eu era arrogante."
Ao ler uma reportagem, Alonso descobriu que executivos da General Motors tinham um blog para falar com seus clientes. Fuçou mais um pouco e viu que presidentes de outras companhias no exterior usavam a ferramenta. Aí, teve o estalo. "Falei: 'Vamos fazer o blog do CEO'." O site entrou no ar no começo de abril e a resposta foi imediata. Nas três primeiras semanas, foram 40 mil acessos e 1,2 mil comentários.
E tem recebido críticas, sugestões e elogios dos leitores. "As pessoas só não podem fazer comentários anônimos, porque aí começa um show de variedades", explica. "Mas se o Emilson Alonso escrever 'Essa empresa é ridícula', não tem problema. Garanto que não vai ter retaliação." Também está vetado o uso de palavrões nas respostas aos textos do blog. O resto vale. "Você entra, coloca seu nome e fala o que bem entender."
Parece mentira? Alonso jura que, nos comentários, recebe muitas reclamações - algumas delas duríssimas. Há quem diga que aquilo tudo é bobagem, que a estratégia do banco está toda errada, que o marketing e as campanhas estão equivocados... "Na verdade, sou mais um interlocutor. Às vezes disponho de informações mais amplas e tento esclarecer algum comentário que é feito lá", conta. "Outras vezes não falo nada, deixo passar. O cara tem a opinião pessoal dele e tem toda a liberdade de registrá-la."
Há também sugestões, que o ajudam na tarefa de administrar o banco. "Contribuições são importantes", afirma. Quando saiu no blog um artigo sobre como reduzir custos de maneira inteligente, por exemplo, funcionários indicaram alternativas para economizar. Um deles disse que, no início do ano, o HSBC havia enviado folders e panfletos de campanhas internas para todos os empregados. "Essas notícias poderiam ser postadas na intranet e, com isso, reduzir gastos de papel e impressão", dizia um dos comentários.
Alonso diz que sempre teve o hábito de dialogar. "Visito muito, falo muito com as pessoas", conta. "Obviamente vou aprendendo sobre a organização, os processos, o modo como as coisas funcionam, a percepção das pessoas. E isso acaba alimentando as políticas que a gente faz." Segundo ele, a idéia de aproveitar o mundo virtual como uma forma adicional de contato veio de um modo um tanto inusitado.
No início do ano, Alonso recebeu da filha um convite para entrar no Orkut. Curioso, resolveu criar um perfil no site de relacionamentos do Google. "Aí, vi que lá havia diversas comunidades sobre o HSBC: 'Eu odeio o HSBC', 'Eu amo o HSBC', 'Sou amigo do HSBC', etc", lembra. "Comecei a receber muitos amigos, muita gente do banco." Os funcionários deixavam recados com perguntas, mas, por se tratar de um espaço público, assuntos internos não podiam ser respondidos ali. "As pessoas queriam conversar comigo e parecia que eu era arrogante."
Ao ler uma reportagem, Alonso descobriu que executivos da General Motors tinham um blog para falar com seus clientes. Fuçou mais um pouco e viu que presidentes de outras companhias no exterior usavam a ferramenta. Aí, teve o estalo. "Falei: 'Vamos fazer o blog do CEO'." O site entrou no ar no começo de abril e a resposta foi imediata. Nas três primeiras semanas, foram 40 mil acessos e 1,2 mil comentários.
01 Junho, 2006
Além da bolha ponto-com
Em 1996, a Internet comercial e os negócios eletrônicos ainda engatinhavam quando o americano Jerry Putnam encontrou espaço para negociar títulos e ações de empresas online nas bolsas de valores. Cinco anos depois, esse tipo de negociação tinha virado uma febre entre os investidores americanos e sustentaria a bolha das empresas ponto-com. Em 2005, Putnam já era um empreendedor bem-sucedido quando ganhou uma fortuna com a bolsa de Nova York – não com a comercizalização de ações, mas com a venda do controle da empresa que fundou há menos de 10 anos, a Archipelago, à bicentenária New York Stock Exchance.
Por US$ 840 milhões, a bolsa de NY recorreu ao sangue novo da empresa de Putnam para garantir que, no futuro, possa continuar sendo a maior e mais importante bolsa de valores do mundo. A fusão foi finalizada em março deste ano, quando as duas companhias criaram a Nyse Arca, da qual Putnam agora é um dos três executivos do segundo escalão, abaixo apenas do presidente, John Train.
Putnam é um vencedor entre uma série de fracassos produzidos pela euforia exagerada com que muita gente embarcou na Internet. Mas a Archipelago só deu certo porque tinha algo fundamental para um empreendimento prosperar em qualquer época: meta claras e um produto real e diferente para oferecer.
A base da empresa se tornou uma bolsa de negociações em 2000 é uma rede de comunicações. O que diferencia seu sistema de qualquer outro é a decisão de compra e venda de ações tomada pelo computador, eliminando a interferência humana e os problemas que isso possa acarretar. Além disso, a Archipelago encantou os investidores com um sistema que lhes permite encontrar a melhor oferta de compra e venda no mercado, esteja ela dentro do sistema da empresa ou em qualquer outra bolsa de valores à qual possa estar conectada.
Texto baseado na revista Exame Pequenas e Médias Empresas, edição de junho.
Por US$ 840 milhões, a bolsa de NY recorreu ao sangue novo da empresa de Putnam para garantir que, no futuro, possa continuar sendo a maior e mais importante bolsa de valores do mundo. A fusão foi finalizada em março deste ano, quando as duas companhias criaram a Nyse Arca, da qual Putnam agora é um dos três executivos do segundo escalão, abaixo apenas do presidente, John Train.
Putnam é um vencedor entre uma série de fracassos produzidos pela euforia exagerada com que muita gente embarcou na Internet. Mas a Archipelago só deu certo porque tinha algo fundamental para um empreendimento prosperar em qualquer época: meta claras e um produto real e diferente para oferecer.
A base da empresa se tornou uma bolsa de negociações em 2000 é uma rede de comunicações. O que diferencia seu sistema de qualquer outro é a decisão de compra e venda de ações tomada pelo computador, eliminando a interferência humana e os problemas que isso possa acarretar. Além disso, a Archipelago encantou os investidores com um sistema que lhes permite encontrar a melhor oferta de compra e venda no mercado, esteja ela dentro do sistema da empresa ou em qualquer outra bolsa de valores à qual possa estar conectada.
Texto baseado na revista Exame Pequenas e Médias Empresas, edição de junho.

