"A internet é apenas como se o mundo estivesse passando notas dentro de uma sala de aula"

-Jon Steward Imagem Corporativa: Os desafios da inclusão de deficientes no mercado de trabalho
        

11 Janeiro, 2007

 

Os desafios da inclusão de deficientes no mercado de trabalho

Desde 1991 existe uma lei no Brasil que obriga as empresas com mais de 100 funcionários a contratarem pessoas portadoras de deficiências. A lei prevê que uma determinada quantidade de vagas, que varia de 2% a 5% do número total de funcionários, deve ser reservada para pessoas deficientes. As estimativas atuais indicam que existam no Brasil cerca de 24 milhões de pessoas portadoras de deficiências.

A questão da inclusão de deficientes no mercado de trabalho é um desafio que pode ser visto pelas empresas como uma crise ou como uma oportunidade. As barreiras para a inclusão de deficientes talvez estejam mais em nossas cabeças do que em problemas efetivos. Em geral, são necessárias algumas adaptações físicas: instalações de rampas, de banheiros adaptados para cadeiras de rodas, de sinais sonoros e instruções em Braille para deficientes visuais.

Existem também as adaptações comportamentais: aprender a lidar com as diferenças, sensibilizar e mobilizar os gerentes e colaboradores a conviverem com o novo, estimular debates internos sobre o tema. Se a empresa tem a intenção de contratar deficientes auditivos, por exemplo, seria recomendável que os funcionários pudessem fazer um curso de linguagem brasileira de sinais (libras). Isso facilitaria a comunicação e contribuiria com a integração destas pessoas e a melhoria do ambiente de trabalho.

Qualquer programa de inclusão de deficientes no mercado de trabalho deve começar com a montagem do Comitê de Inclusão. Este Comitê deverá ser multidisciplinar e coordenará as atividades nas fases de planejamento e implantação do programa.
É salutar buscar ONGs, entidades e empresas que já atuam com o tema e já tiveram experiências positivas para estabelecer trocas e vislumbrar possibilidades de ação.

O trabalho se inicia com o mapeamento das funções que tem o objetivo de determinar quais os tipos de deficiências que melhor se adequarão a cada uma das funções existentes na empresa e é feita a partir do cruzamento das habilidades e conhecimentos específicos necessários a cada cargo. Soma-se a avaliação da estrutura física para identificar as necessidades de adaptações para garantir a segurança e a mobilidade de funcionários com deficiências.

Do ponto de vista de desempenho profissional, os funcionários deficientes deverão ser avaliados da mesma maneira que qualquer outro funcionário. O que será preciso avaliar permanentemente é o programa de inclusão em si: devem ser revistas periodicamente as fontes de recrutamento, os métodos de seleção e treinamento e as ações de sensibilização e integração, visando melhorar continuamente o programa.