"A internet é apenas como se o mundo estivesse passando notas dentro de uma sala de aula"

-Jon Steward Imagem Corporativa: Compulsão e crença
        

15 Fevereiro, 2007

 

Compulsão e crença

Pesquisadores da Universidade de Stanford, dos Estados Unidos, acabam de divulgar uma pesquisa sobre o comportamento dos usuários de internet. O levantamento feito pela Escola de Medicina da universidade aponta que muitos dos pesquisados revelaram serem navegadores compulsivos.A pesquisa foi realizada com 2513 adultos moradores de diversos locais dos Estados Unidos.

O levantamento revelou que 13,7% dos internautas acha difícil ficar longe da web por mais que alguns dias; 12,4% disseram que ficam online por mais tempo do que pretendiam e 12,3% afirmaram que precisavam interromper o uso da rede.

Outros detalhes do estudo mostram que pelo menos 8,2% usaram a internet como uma válvula de escape para problemas ou para aliviar estados de espírito negativos; e ainda que 5,9% acharam que seus relacionamentos sofreram com o excesso do uso da internet.
Talvez seja por isso que cresce também o número de religiões que usam a internet como ferramenta para alcançar fiéis ou, pelo menos, aliviar a desesperança desses internautas. O caso mais interessante é o do monge budista chinês Xue Cheng, um sucesso de audiência no território comunista e laico da China.

Mestre Cheng, que é vice-presidente da Associação Budista da China, decidiu unir-se em fevereiro passado aos 17,5 milhões de chineses que utilizam o blog como ferramenta de comuninicação. Sua página já recebeu 290 mil visitas.Em seu blog, o mestre publica fotos, mantém um registro das atividades religiosas de que participa e discute as doutrinas de Buda com os internautas. "A tecnologia é o totem moderno", diz o sábio.

"Hoje em dia, os crentes do budismo não têm tanto tempo para vir aos templos e ouvir as leituras. Minha página me dá a oportunidade de resolver seus problemas através do budismo e divulgar as doutrinas", diz. Entre os leitores de Cheng há internautas de todas as crenças, inclusive cristãos e muçulmanos. E para não deixá-los perdidos, quando viaja, o mestre leva seu computador portátil para continuar com seu trabalho de proselitismo virtual.