29 Junho, 2007
Afinal, o que diabos é a Web 2.0?
É difícil encontrar alguém que saiba definir numa sentença curta, de, digamos, 138 caracteres (o tamanho desta frase), o que é a Web 2.0. A cada dia surgem novos aspectos, ferramentas e idéias que mudam mais um pouco o conceito; entretanto, as bases para a sua chegada estão dadas desde que a internet surgiu em seu formato atual, com uma interface gráfica amigável e a possibilidade de que qualquer um possa acessar um local (ou um site) a partir de qualquer ponto do planeta.
Algumas das palavras muito associadas ao conceito de Web 2.0 são interatividade, independência e colaboração – a idéia principal é que essa evolução (o 2.0 supõe que tenha havido um 1.0) da internet baseia-se na cada vez maior produção de conteúdo e aplicativos por seus próprios usuários, bem como na troca dos mesmos entre eles. É um mundo aterrador para as grandes corporações: seu controle sobre o que parece ser o futuro da comunicação humana está escapando por entre os dedos, e não há praticamente nada a fazer. Mas apesar de perder o controle sobre a informação, as empresas manterão o controle tecnológico, ou seja, ainda ditarão como se dará o fluxo e a produção de conteúdo – talvez não as empresas que hoje conhecemos, mas ainda assim companhias que visam o lucro.
Um grande exemplo disso é o Second Life, a
coqueluche de marketing do momento criado pela Linden Inc. - nada mais do que um ambiente onde as pessoas trocam experiências fazem amigos e, muitas vezes, fingem ser o que não são. Aqui, temos uma prova de que a Web 2.0 já estava na Web 1.0: há dez anos, quando Second Life significava vida após a morte e Mandic era o nome mais popular entre os internautas, as pessoas já utilizavam os serviços de chat, que eram ambientes onde as pessoas... trocavam experiências, faziam amigos e, muitas vezes, fingiam ser o que não são.
Em palestra realizada na última quarta-feira durante o IT Conference 2007, o gerente de novas tecnologias da IBM, Cezar Taurion, decretou: o Second Life não vai sobreviver. Segundo ele, os produtos gerados pela Web 2.0 passarão, enquanto os conceitos que os geraram ficarão.
Correto, Cezar, mas muito cruel: não é que os produtos morrerão. O velho e bom chat está no Second Life, e, daqui a alguns anos, o velho e bom Second Life estará em alguma outra coisa. Isso é Web 2.0.
Durma-se com um barulho desses.
Marcadores: comunicação corporativa, second life, web 2.0
18 Junho, 2007
Uso de videoconferência cresce na América Latina
Cada vez mais usado por empresas globais que precisam conversar com suas subsidiárias, a videoconferência é uma ferramenta bastante eficaz. Ainda mais nas principais cidades do mundo, onde os problemas com a mobilidade são maiores.
Além de facilitar reuniões, evitando que pessoas se desloquem, outro uso importante são os treinamentos, cursos e palestras à distância. Há também a possibilidade de as videoconferências serem gravadas. “A movimentação está, finalmente, decolando graças ao contínuo processo de melhora da tecnologia, com sensível mudança na qualidade e no desempenho”, diz no relatório a analista Mariana Zamoszczyk.
14 Junho, 2007
O valor da comunicação com os públicos de contato
Uma passagem pitoresca, ocorrida este ano, ilustra bem o impacto que pode ser deflagrado quando algum público não é avisado corretamente sobre assuntos relevantes. O fato real aconteceu com o senhor Joaquim Pereira, em Cosmorama, no interior de São Paulo. Ele salvou o neto Mateus Pereira Araújo, de 8 anos, do ataque de uma sucuri. Para evitar preocupar a mãe do menino, que morava em São Paulo, o avô preferiu não comunicar o fato.
No entanto, pelo ineditismo do caso, a notícia rapidamente ganhou os portais de internet, as rádios e emissoras de TV. Por conta disso, a mãe, Izildinha de Fátima Pereira de Araújo, ficou sabendo do que aconteceu com o filho pela internet, lendo a notícia no portal G1, da Globo. Resultado: o que era positivo acabou gerando um conflito familiar, também noticiado pela imprensa.
Quando a organização está diante de uma questão estratégica — lançamento de produtos, ajuste de preços, obras, demissões, projetos sociais, interferências ambientais etc. —, é fundamental definir a melhor forma de relacionar e informar os interessados.
Entre tentar guardar um suposto segredo e informar adequada e rapidamente os públicos, a segunda opção é a de menor risco, evitando distorções e conflitos desnecessários. No caso da sucuri, uma ligação bastaria.
12 Junho, 2007
Parcerias para a sustentabilidade
Quando pensamos em parcerias, pensamos em uma cadeia de pessoas e organizações empenhadas em solucionar os problemas sociais existentes. Uma cadeia composta de muitos elos, todos igualmente importantes para a eficiência do sistema.
Criar uma parceria é muito mais do que “buscar dinheiro” para viabilizar uma ação, é estabelecer um relacionamento de longo prazo onde cada um dos parceiros tem um papel específico. O importante é que todos tenham a mesma visão, que persigam os mesmos objetivos, que “dancem juntos”.
A visão do investimento social faz de cada indivíduo um agente transformador da realidade. Sob esta ótica, a empresa que demonstra sua responsabilidade social - comprometendo-se com programas sociais voltados para o futuro da comunidade e da sociedade e adotando padrões de conduta ética que valorizem o ser humano, a sociedade e o meio ambiente – tem um diferencial competitivo significativo. Estas empresas conseguem agregar valor à sua imagem e, com isso, aumentam o vínculo que seus consumidores estabelecem com ela.
A maior parte das empresas privadas busca causas que tenham a ver com o seu negócio, causas que agreguem valor às suas marcas e com as quais possam envolver os seus funcionários. A seleção de ONGs que podem vir a se tornar parceiras é sempre feita com muito rigor e através de critérios bem definidos.
As parcerias são fundamentais para o sucesso de ações sociais. Escolher os parceiros, no entanto, não é uma tarefa fácil. As parcerias devem ser vistas como vínculos de longo prazo e ter parceiros fiéis e envolvidos com a causa facilita o atingimento dos objetivos comuns.

